A Ressurreição do Twitter?

Há algumas semanas atrás, falamos sobre a nova ordem estabelecida no ranking de utilização das redes sociais no Brasil: o LinkedIn ultrapassou o Twitter como segunda mídia digital mais utilizada em terras tupiniquins, perdendo apenas para o Facebook. Inclusive, enumeramos as vantagens e as condições que aparentemente levaram a rede dedicada ao âmbito profissional para o “vice campeonato”. Porém, um fator importante está fazendo com que o microblog da baleia volte a ser uma das primeiras opções de interação nos PCs e (principalmente) smartphones brasileiros: a Copa do Mundo.

E junto com essa avalanche de usuários ávidos por informação, parece haver um recado explícito. Não subestimem ou desconsiderem o Twitter!

Vamos aos fatos: a partida que abriu a Copa do Mundo 2014 (Brasil x Croácia) teve 12,2 milhões de tuítes, em um total de 150 países. E antes que você afirme que isso ocorreu pelo fato de ser o pontapé inicial do torneio, saiba que o duelo entre Brasil x México teve um volume de 8,9 milhões de tuítes. De todos jogos disputados até o momento no mundial, esses foram os que tiveram maior número de interações e menções. Fica claro então, que muito dessa participação maciça se deve aos usuários brasileiros. Outro dado importante: o jogador Neymar teve um aumento de 165 mil seguidores, somente no dia 1 da Copa. Isso mesmo: 165 MIL novos seguidores!

Lembrando que estamos falando apenas de dois jogos, e de um jogador. Se pararmos para calcular menções com outros craques, outras seleções…

O Twitter oferece possibilidades imediatas, instantâneas e eficazes. Existem usuários que focam apenas na informação (e quando dizemos “apenas”, não estamos depreciando, mas sim, frisando uma das vertentes), outros usuários que correm atrás de interação, divulgação, e até mesmo relacionamento profissional. Não de uma forma direta e exclusiva como o LinkedIn proporciona, mas alcançando um bom nível de eficácia, se existir uma boa estratégia. Além disso, é notório o esforço da equipe de desenvolvimento do microblog para tornar a experiência dos usuários cada vez mais atrativa e intuitiva, já que um dos motivos que causam mais desistência por parte do possíveis novos adeptos é o fato do Twitter não ser tão “óbvio” para quem não o domina. E, ao mesmo passo, é mantida a essência da espontaneidade em 140 caracteres.

O curioso do Twitter é que ele tem pontos fortes justamente em cima do que é visto como ponto fraco dos “concorrentes”. Traçando um paralelo com o Facebook: enquanto boa parte daqueles que navegam pela rede de Mark Zuckerberg reclamam do fato do mesmo estar se tornando cada vez mais chato, com posts repetitivos e muitas “firulas”, os discípulos do Twitter fazem campanhas pela viralização, e muitas vezes até pautam seus conteúdos pelos assuntos mais falados no momento (o famoso trending topics).

Talvez a troca de posições na quantidade de devotos de LinkedIn e Twitter não queira dizer que exista obrigatoriamente uma migração de pessoas de uma rede para outra. É preciso lembrar que com um mercado de trabalho cada vez mais competitivo e acirrado, se faz necessário usar novos métodos para “aparecer” no meio da multidão.

Mas, em momentos como esse, o Twitter comprova que não está morto. Muito pelo contrário.

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