Com péssima fama, Internet Explorer pode mudar de nome

Olá! Hoje iremos abordar um tema delicado, baseado em um case que ainda não teve seu desfecho, mas que merece ser analisado, devido sua peculiaridade.

Foi realizada uma espécie de fórum no Reddit (rede social de publicações, que permite votações e classificações negativas ou positivas por parte de seus usuários). O mesmo envolvia engenheiros do Internet Explorer, o navegador mais utilizado e popular do mundo, mas que vê seu reinado cada vez mais ameaçado pelos concorrentes diretos (Google Chrome, Mozilla Firefox e Safari). Vários questionamentos foram feitos e respondidos, até que uma pergunta chamou a atenção: “Já consideraram redesenhar o Internet Explorer e mudar seu nome?”

Então, um dos responsáveis pelo navegador admitiu que tal possibilidade foi cogitada internamente, como ponto importante para “desvincular percepções negativas que não refletiriam mais no produto nos dias atuais”. Isso nos faz enxergar alguns pontos importantes, e que podemos trazer para nossos negócios.

O primeiro, é que a própria empresa conhece e admite que sua reputação não é boa, mesmo que ainda seja detentora de uma ótima fatia do mercado dos consumidores. Algumas pessoas podem pensar que isso é um princípio básico, e que não  deveria ser colocado como algo a ser salientado. Basta olharmos ao nosso redor: quantas corporações trabalham e investem de fato numa construção / manutenção sólida de sua imagem? Quantas vezes vemos gigantes de ramos variados, que tem seus nomes envolvidos em situações polêmicas ou embaraçosas, e que não tomam medidas mais enérgicas, talvez se apoiando na idéia (errada) de que suas marcas são e sempre serão mais fortes do que qualquer problema? Saber localizar suas fraquezas é vital para quem quer aparecer, e principalmente, para quem deseja se manter. Muito embora, no caso do Internet Explorer, essa detecção possa ter ocorrido tarde demais. Tarde demais não para ocasionar uma falência, por exemplo. Mas, tarde suficiente para que perdessem muitos clientes que provavelmente não voltarão mais, e deixar que seus concorrentes avançassem no mercado se alimentando de seus erros.

Um outro ponto importante: estão demonstrando que entenderam que tomar medidas de melhoria do software apenas, não será suficiente. E isso, por conta do desgaste que seu produto sofreu ao longo dos anos. Por mais que o IE tenha tido boas alterações e ajustes, uma grande parte das pessoas hoje o associa a falhas, bugs e lentidão. E não há outro culpado por esse fato, que não a própria Microsoft. Essas pessoas “traumatizadas” com o navegador, não vão tentar ter uma nova experiência com ele, se não encontrarem um ótimo motivo para isso. E que motivo seria esse? Talvez a Microsoft o enxergue nessa possível reformulação geral, que faria do IE um novo navegador (e no mundo virtual, todos são adeptos de novidades), com uma boa base de usuários ativos (afinal, não foram todos que o abandonaram), o que pode resultar em uma criação de ruído positivo rápido e seguro.

A estratégia de troca de nome não chega a ser exatamente uma novidade no dia a dia da Microsoft, já que algo similar foi utilizado para o SkyDrive, que se tornou OneDrive. O que pode contar negativamente para a adoção da mesma medida para o Internet Explorer, é o fato dos usuários entenderem isso mais como uma iniciativa desesperada para diminuir ou findar com a atual queda livre que está ocorrendo, do que como um “simples” processo de repaginação da marca.

São prós e contras fortes. São algumas perguntas sem respostas exatas e impassíveis de mudança. Mas de uma coisa a Microsoft não poderá ser acusada, caso essa alteração realmente se consolide: comodismo. Fica a lição: mesmo quem já está consolidado no mercado há décadas tem a necessidade de mudar para alcançar seus objetivos. Mesmo que para isso tenha que abrir mão de coisas importantes, como sua identidade. É difícil, mas não impossível. Afinal, ninguém nunca disse que seria fácil…

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