Existe vida sem o Facebook?

Você está sentado em frente ao seu computador, resolve atualizar a página do Facebook para ver as novidades e… Tcharam: mensagem de erro.

Pois é, esse é um problema que vem ocorrendo com frequência. Apenas nos últimos 6 meses, o serviço ficou fora do ar 6 vezes. É claro que, depois que a falha ocorre, sempre é liberada uma nota onde consta a explicação pela “manutenção forçada”. E nós, usuários, fazemos a mesma cara que o nosso chefe faz quando tentamos explicar para ele o motivo para aquele relatório urgente não ter ficado pronto no prazo… O Facebook é uma realidade. Algo necessário para boa parte das pessoas. Seja pela questão do entretenimento em si, seja pelo lado corporativo (para quem trabalha com/nas mídias sociais). Mas é uma realidade também, o fato dele estar se tornando (ou, se mostrando) cada dia mais instável. Aliado a isso, existe a dança das cadeiras que acompanha o nicho das redes sociais. O que é vital hoje, amanhã pode não ser (vide Orkut). Sendo assim, nos perguntamos: o que vem acontecendo com o Facebook? Existiria vida sem ele? Quais as alternativas existentes hoje, tanto para diversão, quanto para trabalho?

Para começo de conversa, é bom deixar claro que as recentes falhas de acesso da rede chefiada por Mark Zuckerberg não devem ser creditadas (pelo menos não por enquanto) à aquisição do Whatsapp e Instagram. Não há indícios palpáveis para isso, apenas um pensamento conspiratório criado pelos próprios usuários, levando em consideração que antes da compra dessas ferramentas, o Facebook não apresentava tantos bugs. Também é inocência acreditar que o homem que se tornou um dos mais ricos do mundo tão rapidamente, justamente pela sua perspicácia e rapidez de pensamento e ações, estaria agora demorando para localizar os fatores que tem feito sua rede cair (assim como sua credibilidade). Afinal, sempre que o Facebook sai do ar, Mark deixa de arrecadar. E não é pouco. De acordo com um estudo realizado pela empresa de consultoria VentureBeat, cada minuto fora do ar representa um custo de cerca de US$ 20 mil para o Facebook. Esse cálculo foi feito em cima dos relatórios de lucro obtidos pela rede com anúncios. Dói no bolso do Zuckerberg, e no de quem usa o site como uma de suas principais plataformas de marketing digital.

Mas, provavelmente o fato de saber que o Facebook fica mais pobre quando sai do ar provavelmente não irá nos consolar, e tampouco nos fazer ficar totalmente seguros. Então, quais redes poderemos tentar encarar de uma forma mais séria, no que diz respeito a visibilidade da marca, fidelização de clientes, ou simplesmente para encontrar os amigos?

Serviços já tradicionais e conhecidos do público podem ser uma boa escolha. O Twitter, por exemplo, nunca chegou a ser uma unanimidade no Brasil. Porém, não há como ignorar sua força. Uma prova disso é o que ocorreu durante o Super Bowl 2013, quando a marca de biscoitos Oreo se aproveitou do apagão ocorrido no evento, para soltar um tuíte aparentemente singelo – Falta de energia? Sem problemas: mesmo no escuro dá pra mergulhar a bolacha no leite – mas que fez a empresa alcançar uma bela visibilidade (indo instantaneamente para o Trending Topics). E o melhor: ao contrário de gigantes que investiram milhões por segundos nos comerciais, a ação foi gratuita e espontânea. O tipo de conteúdo relevante, direcionado para uma rede com uma base de usuários considerável, e que tem a velocidade da propagação de dados como seu carro-chefe.

Na âmbito exclusivamente profissional, existe o Linkedin, que já se tornou a segunda rede mais acessada em território brasileiro (já falamos um pouco sobre isso anteriormente, AQUI!). Para quem gosta de trabalhar com imagens, além do já consagrado Instagram, temos também o Vine, que está relativamente estabelecido no mercado, e que foca na questão de vídeos curtos. Aliás, segundo estudos de especialistas em marketing digital, esses tipos de vídeos se tornarão uma das principais ferramentas para propagação da marca, em pouco tempo. Basta analisar o seu feed do Facebook (caso ele esteja funcionando agora…) e constatar que o número de compartilhamentos nessa modalidade está bem maior do que há alguns meses atrás, e em alguns casos, superando até mesmo o numero de fotos postadas.

Uma outra rede que tem crescido e se está se mostrando uma boa aposta, é a russa (sim, RUSSA) VK. E para quem nunca ouviu falar dela, talvez seja bom ir pesquisando. Saiba que na Rússia, ela é a maior detentora de usuários ativos (14,5%) contra “míseros” 0,4% do Facebook. Aí você pensa que até chegarem com força no Brasil, você não vai mais nem estar ligando para mídias digitais… Bom, desde que foi anunciado o fim do Orkut, o número de usuários brasileiros inscritos no VK aumentou somente 2.000%! Para alcançar o Facebook em um curto espaço de tempo, pode até não ser o suficiente. Mas, e quanto as teorias que concluem que o ápice do Facebook já passou, e que assim, ele já está na parte minguante do seu “prazo de vida”? Talvez  esse futuro esteja mais próximo do que imaginamos…

Existem redes para diversos gostos e fins. Voltadas para esportes, gastronomia, fotografia… Qualquer ramo que imaginarmos é preenchido e alcançado. E quem sabe, a melhor escolha seja realmente essa: focar em mídias mais específicas para o gosto do usuário, ao invés de se voltar para serviços que acabam sendo gerais demais, e no fim, acabam oferecendo conteúdo não desejado. A saída é pesquisar. Tanto para quem quer ser atendido pelas redes, quanto para quem quer atender nelas.

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